ENS terá parceria da IBM em cursos sobre tecnologia

ENS terá parceria da IBM em cursos sobre tecnologia

Um segmento que cresce exponencialmente e que, nos últimos meses, ganhou ainda mais relevância em todo o mundo, a cibersegurança agora demanda profissionais em maior quantidade e melhor preparados. Isso porque a adoção maciça do regime de home office aumentou a vulnerabilidade de pessoas e empresas a ataques virtuais.

Atenta a esse cenário, a ENS firmou parceria com a IBM para realização de programas de ensino focados em tecnologia e segurança de dados. Os cursos serão híbridos, com atividades presenciais e online, e os primeiros abordarão o tema cibersegurança, com início previsto para agosto. As aulas serão voltadas para a requalificação de profissionais de diferentes segmentos que desejam aprimorar conhecimentos sobre os temas, otimizando a gestão e tomadas de decisões.

Baseados no programa IBM Skills Academy, que busca criar sinergia entre negócios e tecnologia dentro das universidades, os treinamentos terão duração de dois meses e foram especialmente desenhados para gestores que lidam com os impactos de ataques cibernéticos e foco na prevenção e minimização de danos. Serão utilizadas metodologias ativas e trabalho em equipe para resolução de problemas reais de negócios.

No primeiro ano do projeto, a expectativa é capacitar cerca de 900 alunos de perfil executivo. Ciência de dados e inteligência artificial serão os próximos temas. A IBM irá oferecer conteúdo e capacitar os instrutores com metodologias ativas de forma virtual, para que os professores estejam preparados para o aprendizado totalmente online. Já a ENS irá incorporar o programa em seus cursos, tanto na graduação, quanto em pós-graduação e educação continuada.

“Vamos difundir conhecimentos que podem trazer mudanças profundas no mercado. Ter noções de ciências de dados e inteligência artificial, por exemplo, pode significar grandes avanços nas mais diversas empresas. Já a cibersegurança é um assunto que precisa ser mais entendido e debatido, principalmente entre líderes. Quase 80% das organizações ainda estão despreparadas para responder de forma adequada aos incidentes de segurança cibernética, segundo estudo recente do Instituto Ponemon e encomendado pela área de Segurança da IBM”, afirma Mario Pinto, diretor de Ensino Superior da ENS.

"É nossa missão, como parceiros das empresas e sociedade, possibilitar a requalificação dos profissionais para atender às demandas tecnológicas atuais e futuras. E encontramos na ENS, também empenhada em melhor formar gestores, uma instituição de renome e força no mercado para avançarmos em nossa meta a partir de um projeto tão importante como este", afirma Alcely Strutz Barroso, Líder de Programa Globais para a Universidade da IBM na América Latina.

A primeira atividade da parceria aconteceu na última segunda-feira, 25 de maio, com a realização da live “O que todo gestor precisa saber sobre cibersegurança”. Com audiência de mais de 110 pessoas, o evento foi conduzido por Mario Pinto. “Nesse momento em que as pessoas estão em casa, a vida pessoal se mistura com a organizacional. Por isso, esse tema, que já é delicado por natureza, se tornou ainda mais sensível”.

O executivo ressaltou que a tendência é que as empresas continuem adotando o regime de home office mesmo após a pandemia. “Se a companhia não tomar os cuidados necessários, seus dados poderão ser invadidos nas casas de seus funcionários, que talvez não disponham de todos os mecanismos de segurança em sua própria rede. Sendo gestores de empresas e das nossas próprias vidas, como podemos lidar com essa problemática?”, questionou.

Para responder a essa e outras questões, o convidado foi o head de Segurança da IBM Brasil, João Rocha. Segundo ele, o primeiro passo é compreender quais são os riscos de uma organização. “Nosso maior desafio é traduzir a demanda técnica para uma visão do negócio. Mesmo tendo muitas situações já resolvidas, os gestores ainda questionam o que precisam fazer para se proteger”.

O especialista explicou que perguntas como essa são difíceis de serem respondidas se não houver controle. “Nesses casos, a gestão é muito importante. E como fazer gestão de riscos sem indicadores? Por isso, no mercado de seguros, esse é um elemento chave. Se você não tem algo que te indique como está o cenário, não tem o que fazer. Muitas vezes, o risco de não fazer nada é maior do que o que se imagina. Mas se você não sabe quais as opções, como saber qual decisão tomar?”.

Seguro, cyber e negócio, "tudo junto e misturado"

O diretor da ENS destacou que, por essas e outras questões, a parceria com IBM é tão importante para a Escola e para o setor de seguros. “Pegamos o centro de excelência de condução de soluções nessa temática e trouxemos para o mercado que é carente dessa administração”, disse o executivo.

João Rocha explicou que, nos dias atuais, não só no segmento cyber, mas em qualquer indústria, é difícil categorizar as empresas devido ao aumento das atividades em ambiente digital, o que começou a acontecer antes mesmo da pandemia. “É complicado separarmos o que é seguro, cyber e negócio. Está tudo junto e misturado. Como organização, não existem mais fronteiras. O que delimitamos é o usuário. Temos visto cada vez mais o digital ser a interface da empresa com o usuário, seja de qual ramo for”, explicou.

Por isso, ele destaca que o risco está em todos os lugares. “Não existe mais o risco físico ou o cyber. No final do dia eles estão conectados. Então, conhecendo esses conceitos, estamos falando no final do dia de negócios, de como manter os clientes ativos”, ressaltou o especialista da IBM.

Interessados em participar dos primeiros cursos da parceria entre a ENS e IBM podem fazer pré-inscrição no site ens.edu.br, onde mais informações estão disponíveis.

Fonte: ENS

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